Dr. Igor Cardoso — Cardiologista Intervencionista

Angioplastia com stent em Teresina

Tratamento por cateter de obstruções nas artérias coronárias, com dilatação e implante de stents (pequenas malhas metálicas) para restabelecer o fluxo de sangue normal.

Em resumo

Finalidade
Tratar obstruções nas artérias coronárias e restabelecer o fluxo de sangue
Acesso
Punho (artéria radial) na maioria dos casos, ou virilha
Anestesia
Local, com sedação leve
Internação
Em geral, de um dia nos casos programados; mais longa após um infarto
Depois
Dois antiagregantes plaquetários, pelo tempo definido pelo cardiologista

O que é a angioplastia com stent

A angioplastia coronária — também chamada de intervenção coronária percutânea — trata obstruções nas artérias do coração sem cirurgia. Pelo mesmo acesso do cateterismo cardíaco, um fio-guia muito fino atravessa a obstrução. Sobre ele, um cateter com um balão na ponta é posicionado e insuflado, comprimindo a placa de gordura contra a parede do vaso.

Em seguida é implantado o stent: uma pequena malha metálica que funciona como um suporte e mantém a artéria aberta. Os stents usados hoje são, em sua grande maioria, farmacológicos — liberam lentamente um medicamento que reduz o risco de a artéria voltar a se estreitar. Com o tempo, o stent é recoberto pelo próprio tecido da artéria.

Quando a angioplastia é indicada

  • Infarto agudo do miocárdio: a angioplastia primária reabre a artéria ocluída o mais rápido possível, reduzindo a área do músculo cardíaco afetada. É um atendimento de urgência, em que o tempo até o tratamento faz diferença.
  • Angina persistente: dor ou aperto no peito aos esforços que continua apesar dos medicamentos ou que limita as atividades do dia a dia.
  • Obstruções com repercussão comprovada, por exames de isquemia ou pela avaliação fisiológica (FFR) feita durante o cateterismo.
  • Síndromes coronárias agudas sem supradesnivelamento do segmento ST, como a angina instável, conforme a avaliação de risco.

Quando a cirurgia pode ser a melhor opção

Nem toda obstrução deve ser tratada com stent. Em algumas situações — doença em várias artérias associada a diabetes, por exemplo, ou lesões muito extensas e complexas —, a cirurgia de revascularização, com pontes de safena ou de mamária, pode trazer melhor resultado a longo prazo.

Também pesam na decisão a impossibilidade de usar os antiagregantes plaquetários pelo tempo necessário, sangramentos ativos e cirurgias não cardíacas que não podem ser adiadas. Nesses casos, a escolha é feita em conjunto com o cirurgião cardíaco e com você.

Como a angioplastia é feita

  1. O procedimento começa como um cateterismo, com anestesia local no punho ou na virilha.
  2. Um cateter-guia é posicionado na entrada da artéria coronária, e um fio-guia fino atravessa a obstrução.
  3. O balão dilata a lesão, e o stent é implantado e expandido contra a parede da artéria. Em casos selecionados, o ultrassom intravascular (IVUS) é usado para medir o vaso e conferir a expansão do stent.
  4. Novas imagens confirmam o fluxo restabelecido. O introdutor é retirado e o local da punção recebe um curativo compressivo.
  5. Você segue para observação, com monitorização, e recebe as orientações sobre os medicamentos.

Em Teresina, a angioplastia com stent é realizada pelo Dr. Igor Cardoso nos hospitais Itacor, São Marcos, Unimed Primavera, Prontomed e Santa Maria.

Preparo

  • Jejum de algumas horas. A equipe informa o tempo exato.
  • Nos procedimentos programados, os antiagregantes plaquetários prescritos podem ser iniciados antes. Siga exatamente a orientação recebida.
  • Informe todos os remédios em uso, alergias — especialmente a contraste iodado — e problemas nos rins.
  • Leve exames recentes e o laudo do cateterismo, se já tiver feito.
  • Vá acompanhado.

Recuperação e cuidados depois do stent

  • Nos procedimentos programados, a alta costuma ocorrer no mesmo dia ou no dia seguinte. Depois de um infarto, a internação é mais longa.
  • Atividades leves podem ser retomadas em poucos dias; esforço físico intenso, só com liberação médica. Após um infarto, a reabilitação cardíaca é recomendada.
  • Os antiagregantes plaquetários não devem ser suspensos por conta própria. A interrupção precoce aumenta o risco de trombose do stent, uma complicação grave. Antes de qualquer cirurgia ou tratamento dentário, avise que você tem stent.
  • O stent trata a obstrução, não a aterosclerose. Controlar colesterol, pressão arterial, diabetes e peso, não fumar e manter atividade física continuam sendo essenciais.

Riscos

Complicações graves são pouco frequentes, mas podem ocorrer: sangramento ou hematoma no local da punção, reação ao contraste, piora da função dos rins, arritmias, lesão da parede da artéria (dissecção), infarto durante o procedimento e, raramente, necessidade de cirurgia de urgência.

Depois da alta, o principal cuidado é prevenir a trombose do stent, cujo risco está ligado sobretudo à interrupção precoce dos antiagregantes. A reestenose — um novo estreitamento no local do stent — tornou-se incomum com os stents farmacológicos e, quando acontece, também pode ser tratada por cateter.

Perguntas frequentes

O stent precisa ser trocado algum dia?

Não. O stent fica definitivamente na artéria e é recoberto pelo tecido do próprio vaso nas semanas e meses seguintes. Se surgir uma nova obstrução, no stent ou em outro ponto, ela pode ser tratada com um novo procedimento.

Quanto tempo vou tomar os antiagregantes?

Depende do motivo da angioplastia e do seu risco de sangramento. Em geral, os dois antiagregantes são mantidos por 6 a 12 meses, prazo que pode ser encurtado ou estendido conforme o caso; depois, um deles costuma ser mantido continuamente. Nunca interrompa sem orientação do cardiologista.

Posso fazer ressonância magnética tendo stent?

Sim. Os stents coronários atuais são compatíveis com ressonância magnética. Basta informar ao serviço de imagem que você tem stent e, se possível, levar o relatório do procedimento.

A angioplastia é feita no mesmo dia do cateterismo?

Pode ser. Quando o cateterismo mostra uma obstrução com indicação de tratamento e isso foi conversado previamente com você, a angioplastia é feita no mesmo procedimento. Em outros casos, principalmente quando há doença em várias artérias, o resultado é discutido antes e, se necessário, também com o cirurgião cardíaco.

As informações desta página são educativas e não substituem a consulta. A indicação, os riscos e os cuidados de cada procedimento são avaliados individualmente.

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